Horas e horas no computador, tablet ou smartphone. O mundo digital exige uma atenção extra dos nossos olhos às telas desses equipamentos e pode causar o conhecido “olho seco”, que se apresenta com olhos vermelhos e irritação ocular. A médica oftalmologista, parceira da Cauzzo, Dra. Taís Burmann de Mendonça, conta que é o excesso das atividades que exigem mais uso da visão de perto que gera os principais sintomas da patologia.
“Há muitas pessoas que chegam ao consultório com queixa que se sentem cansadas ao longo do dia na frente computador, finalizando o dia com dor de cabeça. Isso acontece porque o uso excessivo da visão de perto pode gerar um espasmo do músculo ciliar, que é um músculo que ajuda a fazer o foco da visão. Quando esse músculo está cansado, gera uma miopia transitória. Por isso as pessoas que utilizam muito esses equipamentos podem precisar usar óculos por algum tempo, para tratar essa ametropia”, explica a oftalmologista.
Prevenção – Em alguns casos não é possível diminuir o número de horas na frente do computador, pois essa é uma atividade necessária na rotina da maioria das pessoas nos dias de hoje. No entanto, há formas de minimizar as consequências. “Se a pessoa vai passar o dia inteiro na frente das telas, o ideal é que faça intervalos de 5 a 10 minutos por hora. Relaxe o olho, olhe através da janela, para o horizonte, assim o músculo ciliar consegue ficar mais relaxado”, ensina a Dra. Taís. Além de fazer algumas pausas na frente dos aparelhos eletrônicos durante o dia, é possível utilizar lubrificantes em gotas ou em forma de gel para manter os olhos mais lubrificados e minimizar o incômodo causado pelo olho seco.
A tecnologia também ajuda. Já há no mercado lentes com filtro que bloqueia a luz azul (um espectro de luz considerado “nocivo” aos olhos) que diminuem a incidência da luminosidade das telas, aumentado o conforto dos usuários de computadores. “O oftalmologista avalia caso a caso para indicar as melhores maneiras de prevenção e tratamento”, lembra a especialista.


Oftalmologista parceira da Cauzzo, Dra. Tais Burmann de Mendonça

Crianças – Elas são as que mais sofrem em relação a essa mudança transitória do grau. Para a oftalmologista, parceira da Cauzzo, “as horas em frente aos tablets e computadores deve ser limitada, pois, como o músculo ciliar das crianças é mais “elástico”, esse grupo de pacientes se torna mais suscetível a desenvolver miopia transitória”, alerta. “Existe uma recomendação da academia americana de pediatria que recomenda que crianças menores que dois anos não sejam deixadas sozinhas utilizando tablets (utilizar o dispositivo sempre acompanhada de um cuidador para estimular a interação e por tempo limitado); crianças de 2 a 5 anos devem esses equipamentos usar no máximo uma hora por dia”, acrescenta a Dra Taís. Incentivar brincadeiras ao ar livre e a prática de esportes é a melhor forma de prevenção dos danos que a tecnologia pode trazer para os pequenos.
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